quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Andorinha


Tonta de Poesia,
caiu a manhã.
É uma andorinha
morta de cansaço..

Deixem-na ficar
caída no chão.
Não façam barulho:
podem acordá-la.

Se ela se levanta,
mesmo assim cansada,
suas asas negras
encobrem o Sol.

Deixem-nas paradas,
suas asas meigas.
Sereninhas dormem
o seu voo morto...

Sebastião da Gama, Itinerário Paralelo