segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Horóscopo


Exilado, o sangue, ao sabor do pulso,
Alastra pelo ramal de veias e memória,
Em enxurrada de torpe noite infinda
De rezas, suadas e de cor, e medo.

E o medo.

Ossos, tendões e carne, sitiados pela treva,
Cedo se renderão, sem alarde, gastos.
Só o sangue, rubro, será fluxo e refluxo
Pra lá desta noite e dias e noite a virem.

Só, a dominar, o sangue, rubro, perene.

E o medo.

Tomaz Kim, Flora e Fauna