domingo, 11 de dezembro de 2011

Atentamente...

Palavras devem primar por terem em atenção a quem são dirigidas. Não devem demonstrar que quem as pronuncia se sente em guerra com o mundo, porque o mundo já contém em si guerras que cheguem. Mas também não devem conter sentimentos que extravasem um lídimo sentir. 
Há textos que extravasam sentimentos, mensagens que ferem até ao mais fundo do nosso ser... Umas por acintosas, outras por demasiado permissivas, outras por ultrapassarem a fronteira do sofrimento humano. 
Perante estas últimas, comentários de circunstância parecem-me vazios e, frequentemente, caricatos.
 Se os textos forem artisticamente belos, admiro e sinto uma emoção calada. Só no fim de um belo espectáculo apetece aplaudir...não a meio. Daí que o que mais leio e admiro não comente...mesmo que me peçam, a menos que o teatro me impressione e queira colaborar também. Mas dizer que gosto...não, não gosto, salvo se a peça rocça a comédia e não o drama. Porque não consigo ficar imune a nenhum drama...