sábado, 17 de dezembro de 2011

Se os ramos...




Se os ramos batem na vidraça
E os choupos estremecem,
É para que eu te idealize
Chegando devagar.
E se as estrelas sobre o lago
O seu fundo iluminam,
É para que eu não sofra tanto
E serem o meu espírito.
E se, vencendo as nuvens densas,
A lua resplandece,
É para que eu de ti me lembre,
Amor, eternamente.

Mihail Eminescu (trad.)