sexta-feira, 16 de março de 2012

Frieza...


Sou fria e quase muda,
Quando quero ser terra.
Quando quero ser tua.

Sou pedra lisa e dura,
Que jamais canta
E que não se mostra viva,
Jamais.

Sou raiz que adentra pela terra,
Sou poeira que desaparece no ar.
Sou, quem sabe, o brilho da festa da janela,
Que parece corpóreo,
Quando brilha o luar.

Sou água que evapora,
Sou nuvem que desagua,
Sou o sal que salga a água,
Sou a lágrima salgada
Que rolou do teu olhar.

Roseli Silveira, 1997