terça-feira, 3 de abril de 2012

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A minha mulher

Romam tu mihi sola facis.
 MART. LIV. XII. EPIGR. XIX


Folhas mortas de Outono ou de Inverno precoce,
No teu regaço amigo, estes versos deponho,
Para que o teu amor lhes dê vida e remoce,
Porque a Arte começa e acaba num sonho...
É pouco; mas eu torno a homenagem mais bela,
Pondo, como uma flor, nas folhas sem aroma,
O verso em que Marcial diz à Esposa Marcela:
Tu, tu só, para mim, vales mais do que Roma!

António Feijó, Sol de Inverno