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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

No Centro de Saúde...


(continuação da mensagem anterior)

As funcionárias da bata branca não se interessaram pela nossa mão inchada pela infecção, nem pelas nossas explicações, mas só em saber qual o nosso médico de família. Voltámos a explicar à única que nos deu uma displicente atenção que, ali, naquela cidade, não tínhamos, mas em uma outra. O nosso caso estava previsto na lei e nos serviços, mas tínhamos de dirigir-nos até ao fundinho do dito corredor das vidraças. O que fizemos, com todo o cuidado ao pisar o chão por causa da limpeza.
 Todos os corredores se encontravam engalanados por múltiplas tabuletas que indicavam múltiplos serviços, mas nenhum som surdia das portas fechadas, à excepção de uma onde nos atrevemos a enfiar a cabeça por termos ouvido som de vozes: era o da conversa entre um homem e uma mulher, ele, de bata branca, sentado a uma secretária com o inevitável écran de plasma do computador em  frente; ela, de bata azul, encostada aos armários que pareciam de arquivo,  visto que a tabuleta indicava serviços administrativos.
Com receio de interromper, perguntámos onde ficava a secção que demandávamos e a mulher, num ar escandalizado, informou que, àquela hora, a enfermeira já tinha saído para ir almoçar e as senhoras da recepção tinham por obrigação ter-nos informado do facto. Saiu do gabinete e veio até uma das vidraças mostrar o mapa de serviço da enfermeira não presente: o horário previa o encontrar-se no mesmo das oito ao meio-dia, hora em que saía para almoçar,e regressar às 14 horas e, de acordo com os dias da semana, variar a hora de saída: às 20 horas na Segunda-Feira; às 18 horas na Terça e Quarta; às19 horas na Quinta; às 18 horas na Sexta... e não chegámos a perceber se estaria ao serviço alguém no Sábado ou ao Domingo, porque mostrámos a nossa estranheza por não coincidir com a informação recolhida na véspera: - a de que a enfermeira em causa trabalhava só até às 14 horas.
A resposta dada foi que o que prevalecia sobre qualquer informação era a que nos estava a ser fornecida com base na escala de serviço afixada na parede que acabavam de nos ler.
 Já nem obtemporámos que, na véspera, o corredor não se encontrava iluminado e que não estávamos cientes de que existisse a tal escala.
Agradecemos e regressámos sobre os nossos passos.  O farmacêutico indicara-nos o Centro de Saúde da área da residência pela urgência de sermos vistos por um médico... Só que da presença de um médico ninguém nos falou.
Cruzámos de novo a porta de saída com o máximo cuidado, receosos de que nos acontecesse algo de pior naquele local onde era suposto, - mas não se encontrava, - quem nos tratasse da... saúde.