terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Olhos vazios...


As longas horas de espanto
e a agonia
da madrugada em noite consumida

O silêncio de pedra construída
por mãos de homem
e um pranto de renúncia consentida

a sede de água renascida
em nuvens e areias prometidas

A pergunta em dores acesa
e acendida
ante uns olhos vazios e vazios

Carlos Maria de Araújo