domingo, 1 de junho de 2014

Desencanto...

Edward Hopper

A vida política, enquanto farsa, é um flagelo social.
Quando , e se, fazer política passar a ser discutir ideias e intenções e depois agir no sentido do bem estar da colectividade, sem recurso a ataques pessoais ou louvaminhas nojentas dos e aos intervenientes e, mais ainda, sem recurso directo ou indirecto a compadrio tribal -  poderá considerar o pacato cidadão a sua atitude de abstenção e talvez se deixe mesmo cativar não por um partido - aí terá de mudar-se-lhe a designação - mas por um grupo disposto a tratar  da coisa pública com interesse e verticalidade e encarar de igual para igual tanto os muito pobres como os muito ricos, não desdenhando, ou desprezando, uns nem outros. Talvez consigam assim fazer com que estes últimos ponham ao serviço dos primeiros os avultados capitais, benvindos ao serviço prestado no enriquecimento humano e social dos seus semelhantes nem sempre nascidos em berços tão afortunados.
Mas com demagogias baratas e jogos de poder mais ou menos encapotados, nem pobres, nem ricos, nem remediados se deixarão convencer pelos políticos e políticas actuais. Nem de cá, nem de lá, nem de lado ou tempo algum, porque todo o homem, com ou sem grandes estudos, nasceu com olhos para ver e cabeça que pode ter aprendido a pensar. Se deixar influenciar-se por políticas será as que lhe forem exemplarmente ministradas... 
E porque será que se fala tanto de corrupção e fuga ao fisco?
Por decretos mal conhecidos, políticos fogem ao pagamento de impostos, dizem. Pelo menos entre nós. E nem toda a gente sabe disso...só conhece da política fiscal a força pesada dos impostos a que está obrigada. E não concorda.

Não concordo com a abstenção, mas compreendo-a. Tanto quanto tento interpretar a dificuldade de governação  dos governantes em momentos de crise económica. E só.