sexta-feira, 19 de agosto de 2011

TUA


Apenas vestida pelas tuas mãos
estou nos teus braços toda nua.
Sôfrego o teu corpo chama pelo meu,
e os poros da tua pele a acariciar-me
são como mil pequenas bocas
que me beijam.

Quando estou completamente tua
fecho os olhos para que te não vejam.
Não quero que eles sintam tanto como eu.

E entre os desejos mais vãos
e as aspirações mais loucas
eu queria que este nosso abraço
em que eu gosto de amar-te
e tu gostas de amar-me
abolisse entre nós até o próprio Espaço
e que nada pudesse de mim separar-te.

Merícia de Lemos, Mar Interior