quarta-feira, 28 de março de 2012

Teia...


Se tenho um fio de esperança, um sonho teço,
para abrigar o sentimento da saudade;
tantas laçadas - já nem só fim ou começo
qual se o agora fosse a própria eternidade.

Em cada malha de ilusão sutil me aqueço;
talvez se acalme esse tormento que me invade,
ponto por ponto; pago sempre um alto preço,
meu fado é rude, sem mercê, sem caridade.

Hora após hora, passa o tempo, vai-se o dia,
a noite agita mil lembranças, na agonia...
Verso e reverso a tricolor, não esmoreço.

Então, de um fio de esperança...um sonho teço!
No aqui, no agora, ou bem além do que se vê,
em cada ponto, estou mais perto de você.

Patícia Nemo