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domingo, 2 de setembro de 2012

Folha...


Era uma folha pousada
no cotovelo do vento;
e parava, deslumbrada,
entre morte e movimento.

Era uma folha: lembrava,
de tão frágil o momento
em que a vida ficava
escrava do teu juramento.

Era uma folha, mais nada.
Antes fosse esquecimento!

David Mourão-Ferreira