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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Destino amado...


O SOPRO INTERIOR

Passa um barco no rio. Volto a vê-lo
Depois, só nas velas insufladas,
Por sobre a multidão, o casario,
Outras faces da vida afeiçoadas.

Vai depois seguindo a sua rota.
Esqueço-me dele. Entanto surge
Por onde não há rio nem gaivotas.

Porém,
Coloco-o sobre as nuvens e assopro
Nas velas brancas o destino amado.


Ruy Cinatti, O Livro do Nómada Meu Amigo