domingo, 28 de agosto de 2011

O Sopro Interior

Passa um barco no rio. Volto a vê-lo
Depois, só nas velas insufladas,
Por sobre a multidão, o casario,
Outras faces da vida afeiçoadas.

Vai depois seguindo a sua rota.
Esqueço-me dele. Entanto surge
Por onde não há rio nem gaivotas.

Porém,
Coloco-o sobre as nuvens e assopro
Nas velas brancas o destino amado.

Ruy Cinatti, ( O Livro do Nómada Meu Amigo,2ªed.)