sábado, 3 de setembro de 2011

Hora mansa

Não seja noite nem dia
a hora em que vieres.
Somente haja silêncio
na cidade morta.
E suave me toques
e beijes na fronte,
para que só eu saiba
que és chegada.
Não haja galos
a anunciar-te.
Nem ladrem cães
pelas esquinas.
Não haja bandeiras.
Somente uma estrela
no fundo de mim,
e um vento macio
correndo nas ruas.

Papiniano Carlos, Mãe Terra