sábado, 10 de março de 2012

Nenhum sopro de ausência...


Nenhum sopro de ausência.
Só a paixão
Suave de um sol íntimo
No seu ninho verde e alaranjado.
Simplicidade da substância volátil,
Desejo no seu silêncio,
Luxo indolente, frescura de vértebras solares.
Intimidade perfeita
E que demora numa cândida estância.
Tudo se tornou interno neste espaço interior,
Na delícia externa de um sossego de folhas.
O que era fugaz converteu-se em tempo enamorado
E em tranquila doçura de hábitos.

António Ramos Rosa