terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Súplica



Não me vires as costas.
Amor só se guarda repartindo
no dar e receber, nesse prazer infindo
que aligeira a sede do viver.
Não, não me vires as costas.
Vê como estou sorrindo
das imensas diabruras
tão cheias das ternuras
que envias sempre ao amanhecer.
Não, não me vires as costas
porque és sonho, alma, carne como eu
não foi só um acaso o que entre nós se deu
e houve nuvens de dor até te conhecer.

Não...
Olha-me de frente, agora!
Não deixes passar a Hora
Só porque sou Mulher...

Sophia Guiomar, Poemetos