(...) " Mas apesar das alegrias, apesar dos bons negócios e dos grandes passeios todos eles se lembravam com saudade da velha árvore.
- Como era alta e bela! - diziam.
- Como a sua sombra era perfumada!
- Como era doce e leve o sussurrar da brisa nas suas folhas!
- Como a sua copa era redonda e bem formada!
- Como as suas folhas eram bem desenhadas!
- Como era tão suave a frescura debaixo dos seus ramos nas manhãs de Verão!
E assim, entre palavras e pensamentos, a árvore nunca era esquecida."
Sophia de Mello Breyner, in " A Árvore"