Um rosto de ter sofrido por ter vivido e chorado
a ausência de ternura com tristeza e amargura...
Quem sofreu o entende e, se muito viveu,o sente.
Na tarde eterna do outono, as pregas do tempo
ocultam a espera - mórbida vivência de quem não teme,
nem já sofre,por ciente que, a pouco e pouco, morre.
E só...apenas só... por ter vivido.
Quem entreviu este rosto?
Quem prendeu este olhar?
E descobriu, bem lá no fundo ...o mar?
Sophia Guiomar, Poemetos,1992

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