domingo, 11 de julho de 2010

Não sei porquê...




Não sei porquê... ausente

e nunca sei porquê...
talvez em fuga

deixando na paisagem
uma réstea de imagem
e o som cruel magoado
tudo menos banal
esse eco virtual
de viajante ansioso
mas cansado

Nunca sei porquê...
e talvez algo conheça
dessa loucura insone
de querer percorrer liberto
os caminhos da vida
desafiando limites
brandindo ideais
desacreditando de outrem
sonhando impossíveis
procurando sempre além do espaço
em regiões intemporais
encontrar mais vida
beleza e movimento

E nesse vai-vém sedento
de magia e mistério
lutando contra o vento
esquecer-se também de si
e dos demais...


Sophia Guiomar, Poemetos