sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Folhas no vento da incompreensão



(Imagem colhida na net)

Que interesse tem a página que se cria com a mera intenção de eternizar um momento vivido que depois é esquecido?
A quem pode isso incomodar?
Entregamo-la ao sopro do vento e ao desconhecido para que aí fique.
Ou a quem por ela se possa interessar.
Nunca a um espírito materialista que não entenda que essa página de escrita tão só vale como libertação. Ou a mera tentativa de uma clarificação possível dum momento de sentir desordenado em nosso interior que precisou de escapar à pressão interna para escapar à loucura.
O mundo é dado, porém, à incompreensão frequentemente acompanhada de uma atitude de crítica muito negativa.
É perante ela que sempre surge no horizonte do pensar e do sentir a história do "velho, o rapaz e o burro"...
Não há volta a dar-lhe, porque sempre surge a incompreensão e a crítica fácil.
Porém, fiéis ao que somos ou fomos algum dia, lá vamos passando ao papel os estremecimentos de alma sentidos em algum lugar, em algum tempo vividos como forma de libertação ou de exorcismo.
Para nossa purificação.
Nem esperamos tornas, porque sentir nunca foi por nós negociado.
E esta nasceu e vai ficar como mais uma folha no limiar da incompreensão.