terça-feira, 1 de março de 2011

Aprender serenidade



A falta de amor, compreendido e praticado no sentido mais lato, como está na base de todas as religiões monoteístas, apesar de oculto ou deturpado pela ignorância e inépcia dos seus praticantes, encontra-se na base de todos os reais problemas do homem actual. quiçá do de todos os tempos.
Há pessoas a quem o mundo apavora e a quem uma força de amor gostaria de mudar para que o aceitem.
Há materialistas pessimistas, revoltados contra a injustiça, a avidez, o egoísmo e o crime que observam em seu redor aos quais é importante fazer ver que o pessimismo que lhes subjaz provém fundamentalmente da sua recusa de aceitarem o mundo nas suas virtualidades espirituais e em deixar-se arrastar na voragem das suas aparentes contradições.
Isto acontece porque há como que três espíritos no homem: o espírito da sua pessoa, fonte do seu egoísmo atávico; o espírito do Mundo, que os leva a encará-lo exclusivamente na sua incómoda materialidade; e um terceiro espírito, que não está ligado à pessoa, nem ao Mundo, que saboreia a vida como uma maravilha e a sua própria como um milagre.
Enquanto o primeiro desses espíritos nos traz forçosamente a infelicidade e o segundo o desespero, o terceiro, de que nem todos são dotados, paira acima tanto dos infortúnios como das felicidades, desvendando as verdadeiras alegrias de existir e de poder fazer da nossa existência alguma coisa de útil e benéfico para nós próprios e para os mais.