quinta-feira, 3 de março de 2011

Aprender a serenidade



Alguns pensadores têm proposto ao homem de hoje uma revivescência do estoicismo adaptado às condições hodiernas, mas afastado do paradigma daquele super-homem nietzquiano em que a soberba deva ser substituída pela humildade. E que se torne necessário criar uma espécie de civilização interior que compense e anule todos os obstáculos levantados pela civilização exterior , sempre materialista, e inconsciente dos perigos que arrasta com ela, não apenas no que toca à alma, mas ao mero devir da existência quotidiana.
Desde logo, é um problema da inteligência que impõe uma revolução que altere, desde os alicerces, a cultura vigente, desprendida dos ensinamentos do passado que muitos consideram não só obsoletos como inaproveitáveis. Haverá que instituir uma cultura que se liberte dos preconceitos estéreis das chamadas ciências humanas que afinal desumanizam o homem, afastando-o da ideia de um ideal de perfeição superior a que é comum denominar como Deus. Esta cultura poderá ver-se resumida no conceito: " É importante ser-se da sua época e estar no eterno".
Não estar certo de crer em Deus e estar convicto da sua ajuda... é uma espécie de incoerência susceptível de preparar o aprendizado da serenidade como estado de espírito capaz de melhorar o homem no mundo em que não podemos deixar de viver enquanto vivos.