segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Serenidade



Hoje há cada vez mais espíritos descrentes e desesperados que atribuem aos progressos da técnica, e ao instrumental prodigioso de que dispõe a vida moderna, as culpas de todos os malefícios de que sofremos.
Aqui surge então um tentativa de dar e receber lições de fé transcendente, de uma espécie de atenção orante, a apontar caminhos pelos quais nos poderemos libertar da descrença e do desespero.
Não existe incompatibilidade entre o mundo moderno e o de antigamente, aquele criado por Deus e posto â disposição do homem para que dele disfrutrasse ao máximo. Simplesmente, o homem sempre persistiu no erro fatal de o considerar hostil, inimigi da sua felicidade, julgando dever seu modificá-lo, violentá-lo, destruí-lo mesmo, para o adaptar às suas supostas necessidades reais.
Desse absurdo e nefasto processo de compreender e estar no mundo resultam todas as calamidades artificiais que sobre ele se abateram ao longo da História. Calamidades tais que, nos tempos que correm, atingiram o grau máximo de absurdez, eliminando todas as possibilidades de defesa, mergulhando o ser humano numa série permanente de conflitos desastrosos, desde a frustração individual e o desentendimento social à guerra entre grupos e facções.
E sempre houve guerra . E sempre houve frustração..
Então donde o problema do desespero de hoje e da descrença generalizada?