quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dia cinza


Dia cinza
...E o dia cinza tem nome de inquietude
se a dor intensa busca uma verdade.
Escondido, o Sol requeima e fere a imensidade
E respostas fluem estranhas,
mas ricas de virtude:
Nunca sentir
Nunca sofrer - amar a vida.
Mostrar aridez e recusa no existir.
Correr contra o tempo e amar a corrida -
- contrasenso infindo de rigor isento.
Ter e não ter domínio sobre nós
o que só depende de atitudes e de escolhas,
de ter coragem, de dizer que não em alta voz,
em viver e morrer na cinza dos afectos
o triste vazio
de infinitos discretos
quando olhar para trás
não vale nunca a pena.
Labirinto da dor
em que recordar é ser loquaz
e nunca, por nunca ser,
se não encontra paz
nem razão para viver
dentro de nós.

[2009]