quinta-feira, 29 de abril de 2010

As rosas da ternura




São as rosas da ternura, dos múltiplos cansaços,
Florescendo à luz , estranhamente vivas,
Pendentes da melodia dos espaços,
Silentes na alegria e enternecidas.

Vão florir para ti ao som dos rouxinóis,
Vão sentir-se vaidosas de as olhares.
Luminescer ao calor, quais girassóis,
E recolher garras para as agarrares.

E no jardim do encanto onde cresceram
Um fogo ansioso tremeluz e arde
Daquele jeito com que te conheceram:
E são bênçãos de amor no cair da tarde.
.

No beijo etéreo e casto do luar
Vogam suspiros vagos de quebranto...
É amor o que exala cada flor.
É a alma esquecida do seu pranto.

Sophia Guiomar, Poemetos