quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dança das palavras


Rasgaram-mo...
Fulgor que me guiou,
Apagaram-mo...
As taças coruscantes de vanádio,
Onde bebi a Crápula e a Loucura?...
Tardes macias de Amor...
Oiro que em mim reflectia...
Tudo lambeu o gládio
Do Anjo que me acordava
E me falava
Na noite escura...
Tardes macias de Amor...
Oiro que em mim reflectia...
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Há um peregrino que me bate à porta
E vem passar comigo as noites, em sono insano...
Esse peregrino... é o Desespero Humano!
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Como eu queria que florisse a minha Alma morta!
- Porquê? O oiro já passou...
- Porquê? - O laivar negro já foi luar,
E desse lume nada em mim ficou
A brilhar...

Vítor A.e Silva - 1956-01-30