sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Apenas voz




Ao abrir uma janela para a vida
Jorraste como luz e alegria
Na minha solidão.

Não procurei encontrar a ilusão
Mas ela veio
Qual melodia
Na voz entontecida
Pelo desejo orgásmico
Do ardor
Esvaziado
Em morna despedida.

Deixou de apetecer
Cantar a vida
Deixar-se morrer.

Cativada, a lua chorou
Adormeceu cansada
Meditou...

Palpitante,
A solidão cantou.


Sophia Guiomar, Poemetos[2010-01-09]