Num sonho de Ìris morto a ouro e brasa,
Vem-me lembranças doutro Tempo azul
Que me oscilava entre véus de tule -
Um tempo esguio e leve, um tempo-Asa.
(...)
(...)
Lembranças fluídas... Cinza de brocado...
Irrealidade anil que em mim ondeia...
- Ao meu redor eu sou Rei exilado,
Vagabundo dum sonho de sereia...
Paris, 30 de Junho de 1914
Mário de Sá Carneiro, in no lado esquerdo da alma



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