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terça-feira, 3 de maio de 2011

Ardendo...




Hoje acordei a desejar-te
Intensamente...
Nem sei porquê
Nem sei que me deu.
Apeteceu-me ligar-te
E não o fiz.

Porque não quis?...
Vencer o enleio
Quebrar o silêncio
Exige força
E não sentir receio...

Palpitante, anelante,
Assim me senti
Naquela hora...
Lamentando embora
Não estar perto de ti...

Entanto sei
Que não me queres
Como te quero...

A vida corre...
Eu amo e espero.

*07.03.010*

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Corpo em brasa



Era um corpo em brasa
Apenas vontade do amor
E deixar-se amar...
Apenas desejo, instinto,
Natureza em falta...
Nada que tivesse a ver
Com tocar uma alma
Com ternura
E encetar
Numa aventura
Uma relação de intimidade
Correspondida
Verdadeira, leal,
Sem problemas de ansiedade...

No início fora assim.

Depois,
Pela força da ternura...
Um milagre aconteceu:
Aquela alma
Outra alma conheceu...
Encontrou prazer, loucura,
Compreensão, paixão e doçura...
Mas sofreu.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Falando de paixões



Como se elaboram as paixões?
Elas são suscitadas por causas externas e outras internas.
Entre as primeiras figuram a influência do meio exterior e as circunstâncias fortuitas, podendo-se estabelecer que a influência das causas externas é inversamente proporcional à energia da predisposição, uma causa interna; a imitação, esta uma causa oriunda do exterior e que modifica, segundo os usos e costumes de cada época, a exteriorização e a intensidade das ditas paixões, como tem sucedido com o amor; a sugestão, vinda quer de outras criaturas, quer das coisas e até das leituras e que tão importante papel representa na génese das paixões colectivas suscitadas pelas questões religiosas, políticas e sociais.
Porém, muito mais importantes são as causas internas: a constituição fisiológica do indivíduo e o seu carácter.
Ao analisar-se psicologicamente a paixão descobrimos três caracteres essenciais: a ideia fixa, a duração e a intensidade.
Diz-se que a paixão é tanto mais fugaz quanto mais intensa. E quando reveste o carácter de ideia fixa tem de ser encarada como um estado doentio. Mas tudo isto depende da pessoa, do objecto da paixão e de outros muitos grandes e pequenos factores do meio ambiente e das relações de inter-acção que o sujeito que a sofre mantém com este.
Há estados de paixão que duram toda uma vida e impulsionam os indivíduos a cometer loucuras que podem passar pelo crime ou levar outros a actos e atitudes de verdadeiro heroísmo.
Hoje a palavra paixão utiliza-se a torto e a direito: assim há quem se apaixone por um vestido ou um par de ténis. Resta perguntarmos se isso se pode confundir com o que se entendeu ao longo do tempo por paixão como uma forma passageira ou durável que pode acometer o espírito, ou o físico, ou ambos, de um ser humano.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Impressão...



...Pareceu um ser estranho e nobre

Um misto de avidez e ardor
Num mundo de silêncio
Em que o amor e a dor
Não lhe diziam nada...

Só não sei se era assim...
O perfume a jasmim
Na manhã de marfim
Achou-me apaixonada.
...
...E a noite calada magoada
Sentiu-te assim
E muito falou
E chorou
Pois só gostou
de ti!


Sophia Guiomar, [19-04-2009]-[02-08-2009]