Powered By Blogger

Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta outono. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta outono. Mostrar todas as mensagens

sábado, 8 de novembro de 2014

Rosa branca à chuva...


Imagem da web

Do meio da névoa, a manhã chorava sobre as rosas
num pranto doce, com meneios dançantes, ritmados.

Pobres rosas de Outono de corolas pendidas,
injustamente estremecidas pelo vento acre, sem calor...

A manhã, o dia e as rosas
 choravam por ti, por mim, por nós,
exaustos e sem cor.

Por todos nós, amor.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Emoções no outono dos dias...

maganyos

Folhas ao vento
esparzem no ar diáfano
melodias.
Paixões, desejos, ilusões,
tudo se condensa no momento
 como choro de recordações.

Raza o seu fim este outro outono
num baile de folhas ciosas
que não represam o calor do verão
ou perfume de rosas...
 Rubras, castanhas...
ou em  verdes amarelados,
são como macias sedas
  crocantes,pisadas, gritantes,
 laivos de vida extenuados...
 - vida/vidas a preparar o fim, expectantes,
 cores outonais no estremecer da ternura contida.

Sob rescaldo de paixões,
imersas em véu de água ou de luz,
essas folhas ao vento
semelham fímbrias de cetim;
 e traçam no ar nítido, leve,  
um baile que seduz...

... mítico canto de negro cisne
a rasgar fundo as emoções.

S.G.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Chove...


Chove, é o deserto, o lume apagado,
que fazer destas mãos, cúmplices do sol?...
Eugénio de Andrade, Matéria solar

domingo, 6 de novembro de 2011

Eros

François Boucher-Autunm

Nunca o verão se demorara
assim nos lábios
e na água
- como podíamos morrer,
tão próximos
e nus e inocentes?

Eugénio de Andrade, Mar de Setembro

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Aqui...


AQUI  oiço o trabalho do outono
arte de abelha, a chama verde
e breve.

Seria o meu amor se não fosse
definitiva sede,
país sem nome.

Já mal o vejo, argila branca,
o riso fácil, a luz quebrada
em dentes de água.

Eugénio de Andrade. Matéria Solar